Quinta-feira, 24 de Abril de 2008
Só Visto 312 - Vítimas de falso investidor fartaram-se de avisar Boavista
Sérgio Silva, que prometeu injectar 38,5 milhões de euros no Boavista em seis anos, e de se ter mesmo deslocado ao Bessa com eventuais cheques para resolver os problemas imediatos do clube, principalmente os dos salários em atraso à equipa de futebol, foi conduzido sexta-feira às instalações da PJ para prestar declarações.

Várias vítimas de burlas alegadamente cometidas pelo falso investidor do Boavista alertaram, durante dias seguidos, a Direcção do clube do Bessa para a falta de idoneidade de Sérgio Silva. Os insistentes avisos foram parar à secretária de apoio à presidência de Joaquim Teixeira e terão servido para avolumar suspeitas manifestadas, desde o início, por dirigentes como Álvaro Braga Júnior e Tavares Rijo, inspector-chefe da PJ, agora reformado.

Os responsáveis torciam o nariz, designadamente quando ouviam aquele homem, com apenas 29 anos (ontem completou 30), a contar a sua ascensão à riqueza em França e a dizer-se dono de parte de uma plataforma de petróleo.

Como os contratos já estavam assinados, os dirigentes foram insistindo com o "investidor" para entregar os primeiros milhões. Colocaram-no, até, numa conferência de imprensa, na passada quinta-feira, para se comprometer.

Mas a actuação dos dirigentes do Boavista só seria desencadeada sexta-feira, quando Sérgio Silva mostrou a ordem de transferência bancária do Banco Privado Português (BPP) que continha erros grosseiros de português. Estava escrito, por exemplo, "balor" em vez de valor . Além deste pormenor, a falsidade do documento seria confirmada ao presidente Joaquim Teixeira através de um responsável do BPP. A conta nem existia.

Várias das supostas vítimas de burla por parte de Sérgio Silva têm a ver com negócios de carros usados. Entre 2004 e 2005, Sérgio Silva seria proprietário de um stande localizado na Estrada Nacional 13, perto de Viana do Castelo. Terá sido depois de trabalhar como pintor da construção civil.

Um dos afectados foi, a par de um sócio, lesado em 57 mil euros. Foi uma das pessoas que, por duas vezes, se deslocou pessoalmente ao Bessa para tentar, sem sucesso, falar com o presidente do clube, Joaquim Teixeira.

Ao JN, solicitando anonimato por temer pela sua integridade física, o comerciante de automóveis explicou que os cheques pré-datados diziam respeito à venda de seis viaturas, mas, afinal, eram todos carecas. Um deles, porém, foi dado como roubado a um homem de Barcelos. Os restantes eram titulados pelo filho da ex-mulher e a irmã.

"Apesar de os cheques serem pré-datados, confiámos nele e entregámos os documentos. Ele veio ter connosco a falar de pessoas que conhecíamos bem. No ramo de usados é normal os pagamentos serem efectuados assim e através de cheques de familiares", disse, explicando o que aconteceu de seguida "Ele desapareceu! Depois, a mãe dele pediu-nos, a chorar, para devolvermos os cheques da filha e, alertando-nos para o facto de o filho não ter bens, ela queria assumir a dívida. Mas não pagou".

Ainda relacionado com negócios de carros, o JN sabe que Sérgio Silva foi alvo de pelo menos mais duas queixas. Um processo na Póvoa de Varzim, que acabou arquivado, e outro na Maia, relativo a três viaturas, ainda sob investigação.


in TSF/JN


publicado por Master Roshi às 00:15
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