Sexta-feira, 28 de Março de 2008
Só Visto 286 - Homem sobrevive a 18 facadas
Um empresário de S. João de Ver, Feira, ainda não sabe como sobreviveu a 18 facadas na madrugada de sábado quando foi atacado por vários indivíduos que o esperavam à entrada de casa. «Foi um milagre. Nem sei como ainda estou vivo. Quando cheguei ao hospital, a esvair-me em sangue, os médicos disseram-me que se demorasse mais cinco minutos morria», conta.

O empresário, que não quer ser identificado com medo de represálias, regressou anteontem à tarde a casa depois de três dias passados no Hospital de S. Sebastião, na Feira. O golpe profundo com cerca de 15 centímetros que lhe atravessa a cabeça, suturado com vários pontos, mostra a violência da agressão para a qual não encontra explicação. «Não consigo encontrar justificação para isto. Talvez uma tentativa de assalto, não sei», diz, garantindo que não tem inimigos nem problemas com ninguém. «Quem me conhece sabe que sou uma pessoa alegre e que me dou bem com toda a gente, por isso não sei...», acrescenta. Tudo se passou quando estacionava o carro no coberto ao lado de casa, cerca das 3.30 horas de sábado. «Eles estavam escondidos atrás do outro carro e, mal eu saí e fechei o carro, apanharam-me por trás e esfaquearam-me primeiro no pescoço, com dois golpes, mas como eu reagi, acabei por levar uma outra facada mais profunda na cabeça, mais dez no tronco e cinco nas mãos», relata. O empresário não sabe quantos eram os agressores «nem sequer se estavam ou não encapuzados, ou se eram altos ou baixos. Foi tudo muito rápido, terminando quando consegui fugir para a luz e eles escaparam pelos campos», recorda. Com a cara ensanguentada, entrou em casa e pediu auxílio à mulher que já dormia. Foram chamados os bombeiros, mas ao olhar-se ao espelho e ver parte do escalpe arrancado, o sangue a espirrar, a camisa tingida de vermelho, entrou em pânico e nem esperou pela ambulância. «Não sei o que me deu. Sei que foi uma irresponsabilidade, mas assustei-me», explica. Pegou nas chaves do carro e arrancou a toda a velocidade em direcção ao Hospital S. Sebastião, a cerca de cinco minutos de carro. Com uma mão no volante e outra a limpar o sangue que escorria e lhe turvava a visão, conseguiu chegar à urgência do hospital, onde foi prontamente assistido pelos médicos que cinco horas antes já tinham recebido um outro empresário de um outro ponto do concelho, também esfaqueado na cabeça por um número indeterminado de assaltantes. Este caso está a ser investigado pela PJ do Porto.


publicado por Master Roshi às 09:37
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